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Tribunal do Júri BH

Advogado Crimes de Homicídio em BH

Orientação e defesa técnica em Advogado Crimes de Homicídio em BH, com estratégia individualizada, sigilo absoluto e contato direto com o Dr. Deivid Santos.

Por Dr. Deivid Antonio dos Santos · OAB/MG 231.450 · Advogado Criminalista · · Atualizado em

Homicídio doloso (Art. 121 CP) é julgado pelo Tribunal do Júri em BH. A pena varia de 6 a 30 anos, podendo superar 40 anos nos casos com qualificadoras. A preparação técnica do advogado - desde a pronúncia até os debates no Júri - é decisiva para o resultado. Dr. Deivid Santos, OAB/MG 231.450, atua na defesa de réus de homicídio no TJMG e no Plenário do Júri de BH.

O homicídio doloso é o crime com maior carga simbólica no direito penal brasileiro. Em BH, o Tribunal do Júri funciona na Avenida Afonso Pena e julga os crimes dolosos contra a vida: homicídio, tentativa de homicídio, feminicídio, induzimento ao suicídio e infanticídio. A decisão é dos jurados - pessoas comuns selecionadas - e não de um juiz técnico. Isso torna a atuação do advogado perante o júri uma arte específica que exige experiência em argumentação popular.

As modalidades de homicídio e suas penas

Homicídio simples (Art. 121, caput): morte de outrem sem qualificadoras. Pena: reclusão de 6 a 20 anos.

Homicídio privilegiado (Art. 121, §1º): cometido sob domínio de violenta emoção logo após injusta provocação da vítima, ou por motivo de relevante valor social ou moral. O juiz pode reduzir a pena de 1/6 a 1/3.

Homicídio qualificado (Art. 121, §2º): tem penas de 12 a 30 anos. As qualificadoras mais comuns em BH:

  • Motivo torpe (ciúme, vingança, lucro)
  • Meio cruel (tortura, asfixia)
  • Surpresa (vítima sem possibilidade de defesa)
  • Emboscada (mediante tocaia)
  • Feminicídio (contra mulher por razão de gênero)
  • Mediante paga ou promessa de recompensa

Tentativa de homicídio: a pena é reduzida de 1/3 a 2/3 da pena do homicídio consumado (Art. 14, II CP).

Homicídio culposo (Art. 121, §3º): morte causada por negligência, imprudência ou imperícia. Pena de 1 a 3 anos. O homicídio culposo no trânsito tem regras específicas no CTB.

Como funciona o processo de homicídio doloso em BH

Inquérito policial: conduzido pela PC de MG. Colhe provas e indicia o suspeito.

Ação penal: o MP oferece denúncia. Fase de instrução sumária com oitiva de testemunhas e do réu.

Pronúncia: o juiz examina se há prova da materialidade e indício suficiente de autoria. Se sim, pronuncia o réu - que vai a julgamento pelo Júri. O advogado pode questionar qualificadoras na pronúncia para evitar que cheguem ao Júri.

Plenário do Júri: 7 jurados, votação secreta, quorum de 4x3 para condenação. O advogado tem tempo cronometrado para tese de defesa - em BH, normalmente 1h30 na primeira sessão, com direito à réplica.

Recursos: apelação ao TJMG por decisão manifestamente contrária à prova dos autos (Art. 593, III, d CPP) ou por nulidade do julgamento.

As principais teses defensivas no homicídio

Legítima defesa (Art. 25 CP): quem repele injusta agressão, atual ou iminente, usando moderadamente os meios necessários, não comete crime. A legítima defesa é a tese mais comum no Júri de BH - e exige que o advogado convença 4 dos 7 jurados.

Negativa de autoria: o acusado não era o autor do disparo ou da agressão. A defesa apresenta álibi, questiona a identificação feita pelas testemunhas, e analisa a perícia balística.

Desclassificação para lesão corporal seguida de morte: quando não havia intenção de matar, apenas de ferir. Pena máxima de 12 anos, com julgamento pelo juiz singular (não pelo júri).

Causa de diminuição (privilégio): homicídio cometido sob domínio de violenta emoção logo após injusta provocação. A jurisprudência do STJ exige que a emoção seja intensa e a reação imediata.

Perguntas Frequentes

Não. O processo de homicídio doloso em BH pode durar de 2 a 5 anos até o julgamento pelo júri. Mais longo se houver recursos da pronúncia. O réu pode responder em liberdade provisória se a preventiva não for mantida - o Santos & Rodrigues avalia a possibilidade de liberdade.

O advogado pode acompanhar o julgamento pelo júri mesmo que o réu tenha confessado?

Sim, e frequentemente os melhores resultados vêm de defesas bem apresentadas mesmo com confissão. A confissão não impede a tese de legítima defesa, de emoção violenta, ou o pedido de desclassificação. O advogado transforma a confissão em contexto favorável.

Se o júri condenar, ainda existe chance de recurso?

Sim. O art. 593, III do CPP permite apelação ao TJMG por decisão manifestamente contrária à prova dos autos. Se o TJMG anular, haverá novo julgamento. O advogado avalia se a prova do processo sustenta o recurso.

Defesa no Tribunal do Júri em BH

Acusado de homicídio em BH? O Dr. Deivid Santos prepara a defesa com estratégia técnica e capacidade de convencimento no Júri. WhatsApp: (31) 98533-0197.

Santos & Rodrigues Advocacia | OAB/MG 231.450 | (31) 98533-0197

Perguntas Frequentes

Qual a pena para homicídio no Brasil?
Homicídio simples (Art. 121 CP): 6 a 20 anos. Qualificado (motivo torpe, traição, meio cruel, etc.): 12 a 30 anos. Feminicídio: 12 a 30 anos com causas de aumento. Culposo (sem dolo): 1 a 3 anos.
O réu de homicídio pode responder em liberdade?
Depende. Se não há risco à ordem pública, a instrução ou a aplicação da lei penal, é possível que o réu aguarde o julgamento em liberdade. A defesa deve questionar a necessidade da prisão preventiva desde o flagrante.
Legítima defesa é possível em casos de homicídio?
Sim. A legítima defesa (Art. 25 CP) exige: agressão injusta, atual ou iminente, uso moderado dos meios necessários para repeli-la. Se configurada, exclui a ilicitude do fato. O advogado deve construir essa tese com provas sólidas.

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