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Advogado Criminalista em BH

Advogado Revogação Prisão Preventiva BH

Orientação e defesa técnica em Advogado Revogação Prisão Preventiva BH, com estratégia individualizada, sigilo absoluto e contato direto com o Dr. Deivid Santos.

Por Dr. Deivid Antonio dos Santos · OAB/MG 231.450 · Advogado Criminalista · · Atualizado em

A prisão preventiva em BH deve ser revogada quando cessam os fundamentos que a motivaram (Art. 316 CPP). O advogado pode pedir a revogação a qualquer momento do processo, demonstrando que os riscos que justificaram a prisão não existem mais - ou nunca existiram. Dr. Deivid Santos, OAB/MG 231.450, atua em pedidos de revogação de preventiva em BH com urgência e fundamentação técnica sólida.

A prisão preventiva não é punição - é medida cautelar. O STJ e o STF têm reiteradamente afirmado que a preventiva deve ser a última opção do sistema penal, aplicada apenas quando nenhuma medida cautelar alternativa for suficiente. Na prática, porém, muitos juízes de BH decretam preventivas com fundamentos genéricos, e presos permanecem meses ou anos aguardando julgamento sem que os riscos que motivaram a prisão existam concretamente. A revogação da preventiva é o remédio para essa situação.

O que é a revisão periódica obrigatória da preventiva

O Pacote Anticrime (Lei 13.964/19) introduziu a revisão periódica obrigatória: o juiz deve revisar a prisão preventiva a cada 90 dias, verificando se os fundamentos ainda subsistem. O não cumprimento dessa obrigação é ilegalidade que pode fundamentar o habeas corpus.

Na revisão, o advogado apresenta novos elementos - como condições pessoais melhoradas, evolução do processo que torna desnecessária a prisão, ou deterioração da saúde do preso - para reforçar o pedido de revogação.

Fundamentos mais usados para pedir a revogação

  1. Cesssação do fundamento original: o juiz decretou a preventiva para "garantir a instrução criminal" (evitar destruição de provas). Se as provas já foram colhidas e o inquérito encerrado, o fundamento cessou - e a preventiva deve ser revogada.

  2. Excesso de prazo: o STJ tem súmula consolidada (Súmula 52) de que é cabível habeas corpus quando o processo não termina em prazo razoável. Em BH, casos com mais de 1 ano de preventiva sem julgamento têm forte argumento de excesso de prazo.

  3. Fundamentação genérica: o STJ cancela preventivas fundamentadas apenas na gravidade abstrata do crime, sem elementos concretos que demonstrem o risco real. "O crime é grave" não é fundamento válido para a preventiva.

  4. Mudança nas condições pessoais: o réu passou a ter residência fixa, emprego formal, responsabilidade familiar - elementos que antes eram ausentes e que agora afastam o risco de fuga.

  5. Condição de saúde: doença grave incompatível com o encarceramento pode justificar a substituição da preventiva por prisão domiciliar.

Prisão domiciliar como alternativa à preventiva

Quando a revogação não é cabível mas a prisão em estabelecimento fechado é desproporcional, o advogado pode pedir a conversão em prisão domiciliar. Os critérios (Art. 318 CPP) incluem:

  • Maiores de 80 anos
  • Enfermidade grave
  • Imprescindibilidade dos cuidados especiais do réu a menor de 6 anos ou pessoa com deficiência
  • Gestantes a partir do 7º mês (ou de risco)
  • Mulheres com filhos até 12 anos de idade

O STF ampliou esses critérios no HC 143.641 para mães de crianças até 12 anos - e o Santos & Rodrigues aplica essa jurisprudência nos pedidos em BH.

Perguntas Frequentes

O juiz pode negar a revogação da preventiva mesmo sem fundamento?

O juiz deve fundamentar a manutenção da preventiva com elementos concretos. Fundamentações genéricas ou repetição dos mesmos fundamentos da decretação original, sem novos elementos, são ilegais. O advogado questiona essa situação por habeas corpus no TJMG.

Quanto tempo a preventiva pode durar?

Não há prazo máximo legal definido. O STJ reconhece o excesso de prazo como constrangimento ilegal quando o processo não avança em tempo razoável. Em casos de crimes não complexos sem julgamento após 1 ou 2 anos, o habeas corpus por excesso de prazo tem boa perspectiva de sucesso.

A revogação da preventiva significa absolvição?

Não. A revogação é apenas a liberação do preso antes do julgamento. O processo criminal continua - e o réu pode ser condenado ao final. A diferença é que ele responde ao processo em liberdade, com muito maior qualidade de vida e capacidade de colaborar com a defesa.

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Santos & Rodrigues Advocacia | OAB/MG 231.450 | (31) 98533-0197

Perguntas Frequentes

O que é prisão preventiva?
É a prisão decretada pelo juiz antes do trânsito em julgado da condenação, para garantir a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal (Art. 312 CPP). Não é pena, é medida cautelar.
Como revogar uma prisão preventiva?
O advogado apresenta pedido de revogação ao juiz demonstrando que cessaram os fundamentos que a motivaram. Se negado, pode impetrar habeas corpus no Tribunal. A falta de fundamentação concreta é vício que nulifica a prisão.
Há prazo máximo para a prisão preventiva?
Não há prazo expresso no CPP, mas o excesso de prazo é causa de relaxamento. O STF e o STJ reconhecem que a prisão preventiva indefinida viola a presunção de inocência e pode ser atacada por habeas corpus.

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